VÁRIAS FACES DE UM FATO

Caros amigos vascaínos,

Novamente eu venho até vocês comentar alguns pontos importantes, envolvidos na opinião que temos a cerca de fatos que nos cercam.

Neste ensaio vou procurar enfocar as diversas visões que se contrastam na análise do que se sucede dentro do Vasco da Gama nos últimos tempos.

 

O primeiro ponto a ser abordado é o da sensação dos torcedores e sócios acerca do que está ocorrendo com o clube.

Para quem estava acostumado com a administração anterior, onde o clube a partir de 2000 passou por um processo de apequenamento, formatado ao gosto do Todo Poderoso da época, além de ter se tornado um inimigo da mídia, pensando em estar defendendo um guerreiro que só pensava no Vasco, houve uma grande modificação no cenário!

A nova diretoria, até mesmo por necessidade da mídia em provar algo contra o Eurico, passou a ter certa proteção da imprensa, e conseguiu transpor um rebaixamento humilhante, com alguma facilidade, pondo a culpa na herança maldita e escondendo sua própria incompetência debaixo deste manto!

Sem dúvida que as relações com imprensa mudaram para melhor, porém resultado que é bom não apareceu nesta fase.

Com o passar do ano 2009, onde as lambanças feitas pelo corpo jurídico do Vasco retiraram do clube qualquer chance no Cariocão, tivemos a montagem de um time, monitorada pelo empresário e Conselheiro do clube Carlos Leite, feita com relativo sucesso no começo da temporada e com a meta alcançada, ao ser Campeão da Segundona Nacional voltando ao grupo de elite!

Vem o ano de 2010 e as barrigadas da diretoria voltam a se manifestar com resultados pífios, mas sem que nada fosse cobrado a fundo pela mídia, tornando a massa torcedora anestesiada ao que ocorria!

Apareceu 2011, ano que começou caótico, entrou no meio do ano com sucesso total, ao ganhar a Copa do Brasil e terminou sem o devido brilho total , ao entregar de mão beijada ao Corinthians um campeonato Nacional (por decisões erradas de um treineiro inexperiente e por decisões erradas das arbitragens).

Em 2012 fomos a duas finais de turnos, no Cariocão e perdemos as duas. Na Libertadores a irritante empáfia do Aprendiz, sempre com coletivas do tipo eu estou certo em tudo, nos levou a perder prematuramente a chance de ir para as finais.

O importante desta descrição até aqui é que com erros e com acertos a direção de Dinamite fez um time, que antes só apresentava resultados medíocres, aparecer no cenário nacional, sempre disputando os títulos até o fim, embora derrotado na maioria!

Desta maneira, o que a massa torcedora sente em relação a estes fatos é que o Vasco está indo muito bem obrigado, pois a comparação com os insucessos recentes da administração anterior no futebol, formatou esta opinião!

Realmente, se compararmos um prato sujo, cheio de restos em deterioração, com um prato vazio, o segundo vai parecer um banquete!

Baseado neste fenômeno de percepção o trabalho marqueteiro da situação fica incrivelmente facilitado, enquanto que a discurso da oposição fica muito dificultado. Principalmente, quando a oposição moderna abrigada pela Cruzada tem uma atuação técnica, ética e pesquisadora incessante, o trabalho é muito mais suado, pois não usamos subterfúgios de causar problemas ao clube e nunca torcemos contra o clube, como algumas oposições já fizeram abertamente no passado!

Nesta apresentação fica clara a dificuldade da oposição eleita, com apenas 30 cadeiras no CD, tentar passar suas ideias e demonstrar alguma coisa contra o trabalho realizado pela diretoria. Porém, longe de desanimar nosso grupo tem trabalhado criando projetos para o aprimoramento do clube (e compartilhando estes projetos com a diretoria, visando única e exclusivamente o bem do clube), mas por outro lado não damos trégua às cobranças contra as coisas que apuramos estarem erradas (vide a atuação no CF e na análise dos documentos exarados pela situação).

Portanto, as visões diferentes dos fatos que interferem com a vida do clube, provocam verdadeiros paradoxos de manifestação, seja por parte da diretoria, seus aliados e marqueteiros, seja por parte da Cruzada.

Dentro destas visões diferenciadas, a Cruzada convive com uma democracia plena internamente, onde os assuntos são analisados a exaustão, antes de se firmar uma opinião e somente depois de reuniões e votações fechamos nossa opinião, com demonstração de voto em bloco!

No nosso grupo não existe voto de cabresto, a palavra de todos é respeitada, porém ninguém tem o direito de sentir mais importante a ponto de impingir uma prática ou uma ação!

É evidente que isto dá muito mais trabalho, proporciona saídas e chegadas de pessoas, mas temos a certeza de que evoluímos cada vez mais fortes internamente, o que nos tornará mais difíceis de sermos batidos nas batalhas externas!

Baseada nestas circunstâncias a Cruzada tem o dever de continuar seu trabalho, mesmo que num primeiro momento, possa não ser compreendida pela massa torcedora, porém temos a missão de aprimorar nossas ferramentas de comunicação para que a nossa mensagem seja levada ao âmago dos sócios e da torcida!

Sendo assim, continuaremos a demonstrar para todos, que embora haja uma inegável melhora nos resultados do futebol, as ações administrativas da diretoria atual tem causado muitos problemas para o Vasco, problemas estes que se permanecerem mergulhados no iceberg da desinformação poderão deixar nosso futuro seriamente comprometido!

Nossa base do futebol está na UTI respirando por tubos, só esperando que alguém desligue a máquina e certamente se a diretoria continuar a tratar da base como abrigo de profissionais amigos e subservientes, pouco irá  restar para o enterro!

Os esportes amadores do clube foram sucateados, e o basquete e o remo principalmente foram relegados a um patamar infame!

Nossa missão deverá ser mostrar a todos que se tudo continuar como está, em breve, nem mesmo o futebol terá sustentabilidade, frente a montanha de dívidas que batem na nossa porta! A direção fala que pagou um sem número de dívidas, porém infelizmente, isto não fica claro nos nebulosos balanços publicados e a coisa toda é tratada com superficialismo e muito marketing!

Espero sinceramente, que quando conseguirmos que todos enxerguem o fato de maneira real, não seja tarde demais para o clube!

Estamos perdendo o bonde da modernização e vários estudos de empresas que analisam a administração esportiva fazem exigir do Vasco uma metodologia diferente em suas contas, para que pelo menos fossem tão claras quanto a dos clubes do Sul (como Inter e Grêmio)! Não podemos sentar em cima de análises do tipo: pelo que o clube investiu x resultados do futebol fomos uma das melhores gestões, sem levar em conta como isto foi conseguido, a que preço de dívidas contraídas e consequências futuras deste tipo de ação!

Ao final, quero deixar meu repúdio a ações oportunistas de oposições radicais, que esperam uma derrota do futebol para deitar falação, esquecendo que correram das últimas eleições e parecendo estar torcendo contra para ter assunto!

Quero deixar a mensagem de que você torcedor do Vasco tem condições de interferir nisto tudo! Basta que você se associe ao clube, mesmo tendo de aturar um programa de sócios absurdamente mal feito e a espera de uma análise do CD (sempre adiada pela covardia de quem de direito para convoca-la).

Por outro lado, além de ser sócio, você também poderá engrossar as fileiras da Cruzada, pois no nosso ambiente não há discriminação contra ninguém, e todos são tratados como iguais! Não temos líderes totalitários e nem seguimos ordem de ninguém! Na Cruzada somente se trabalha pelo Vasco, sem querer tirar nada do clube, ansiando apenas somar e torna-lo mais forte!

Dentro da Cruzada você poderá viver os fatos e não se alimentar de versões dele, assim não teremos várias faces, mas apenas a da verdade! Acesse nosso site www.cruzadavascaina.com.br , onde poderão interagir com todos, a exemplo deste meu blog!

Saudações vascaínas

Sobre jolucave

Sou médico ortopedista , casado, carioca e vascaíno
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2 respostas para VÁRIAS FACES DE UM FATO

  1. Jorge, infelizmente os ermos tempos de opressão fizeram do Vasco um clube que até se tornou capaz de superar a ditadura, mas perdeu a capacidade de reflexão. Ninguém quer gastar mais do que dois neurônios para pensar e analisar os fatos. Tudo fica sempre no patamar do fisiologismo corporativo.

    A torcida não pode vaiar, o profissional que não alcança seus objetivos precisa ser tolerado, a imprensa não pode revelar problemas de bastidores, o recurso eletrônico do canal de TV é tendencioso etc. O acidente com Ricardo Gomes tornou esse fisiologismo ainda mais intenso: assim como o elenco fechou-se em apoio ao treinador, todos se fecharam também. Exemplo até louvável. Mas, como nesse novo Vasco as coisas são resolvidas em passo de cágado, a paciência superou a objetividade: vivemos em função do percurso, não da chegada. Em função das preliminares, não do orgasmo. Estamos sempre esperando tudo piorar pra ver se tem jeito. No final das contas, como também há acertos, eles não são devidamente aproveitados: são, antes disso, usados como álibi para atropelar a análise e o maquiar os defeitos! Em vez de dizermos: “não é possível perdermos cinco títulos em seis meses”, dizemos “a campanha foi boa”.

    São Januário há de hipotecar sua sala de troféus e inaugurar uma de “campanhas”. Criamos um coubertinismo descabido: “melhor competir do que ganhar”.

    Nos tempos antigos, a diretoria expurgava o que lhe incomodava e calava quem lhe levantasse a voz. A atual diretoria não precisa fazer isso: parte da torcida, por inusitada carência, parece encantada por um canto de sereia que lhes tira o juízo reflexivo e o substitui por um estranho conformismo ou por um radicalismo crítico. Você só pode ser “contra” ou “a favor”, não há meio termo! Ou seja: qualquer posição contrária é imediatamente taxada de agressiva, violenta contra o clube. Não há tolerância: discordar significa, para os encantados pelo canto da sereia, agredir o Vasco.

    Sem reflexão, não há melhora. O Vasco, historicamente, foi um clube democrático e diferenciado em seus quadros sociais justamente porque refletiu seriamente sobre questões que nenhum outro clube, a seu tempo, soube ou quis refletir.

    Deve ser por isso que, quando a torcida vaia – ainda que eu não vaie também – eu ainda tenha uma esperança: há reflexão, há quebra de protocolo, há autenticidade. O brado popular não é cego como se pensa.

    A questão é: quanto tempo leva para o brado da torcida sufocar o canto da sereia…

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