TEMPO DE AVALIAÇÕES 1

Caros amigos vascaínos,
Passadas as derradeiras emoções dos finais de campeonatos, nos quais nosso clube estava envolvido, é chegada a hora de realizarmos algumas avaliações sobre o clube, o futebol e demais esportes.
Certamente que é impossível realizar tal tarefa em apenas uma coluna, mas iremos setorizar as análises e a cada publicação iremos tentando dar a nossa opinião sobre tudo o que ocorreu em 2011.
Nesta primeira coluna iremos abordar aspectos ligados ao administrativo da Vasco.
Durante este ano, encontramos muitas coisas acontecendo no clube, algumas boas, mas na maioria não tão boas.
Até a metade do ano tivemos uma diretoria muito preocupada com eleições, acertos eleitorais e um pouco desfocada dos reais problemas do clube.
Depois que o grupo do Roberto Dinamite se acertou com o grupo do Calçada, como passe de mágica, determinados obstáculos ao bom andamento das eleições foram aniquilados, no melhor estilo governo brasileiro, onde tudo se negocia.
Infelizmente os vascaínos ficaram privados de um debate que apurasse o clube de alto abaixo, muito em virtude dos desvarios egoístas de vaidade tanto da situação como oposição radical, esta última personalizada pelo grupo do Eurico.
Veio a eleição e na hora H, o dito maior grupo de oposição do Eurico correu mais uma vez do pleito, causando um grande racha neste setor oposicionista.
O Roberto ganhou a eleição, não sem antes fazer muitas concessões ao grupo do Calçada, e surgiu como segundo lugar a Cruzada Vascaína.
Deixando bem claro que faço parte da Cruzada Vascaína, penso que dentro deste turbilhão que foi a eleição, finalmente surgiu um grupo com disposição de trabalhar para o Vasco, mesmo na oposição, apoiando o que for bom para o clube e criticando e apresentando soluções para o que pensamos não ser bom para a nossa agremiação!
Penso que é necessário um trabalho conjunto para que o clube supere os imensos obstáculos que perturbam sua vida administrativa. Friso trabalho conjunto, pois sei os antagonismos pessoais envolvidos na política do clube e principalmente conheço as vaidades desmedidas que originam estes conflitos, impossibilitando, em curto prazo, uma união em prol do Vasco!
Dentro das mudanças que ocorreram, entre a saída do Eurico e a posse do Roberto, podemos contabilizar uma tentativa de se mudar a maneira como as finanças do clube são regidas, porém os diversos embates políticos fizeram com estas mudanças ainda sejam acanhadas.
Penso que somente com o novo orçamento do clube para 2012 iniciaremos a ter uma peça que espelhe o que acontece e que não seja tecnicamente correta, porém tão fora da realidade como antes. Mesmo assim ainda estará longe de ser o que um clube moderno e da grandeza do Vasco exige!
Pensamos que o modelo do Vasco é Meu não está adequado e insiste em patinar sem se desenvolver para o objetivo que foi criado. Sem dúvida a taxa de administração é muito alta e deveria ser revista.
É de fundamental importância que no novo orçamento se tenha a ideia de quem são, o que fazem e em que número são os funcionários do Vasco! Somente assim a administração será realmente transparente e poderemos por fim a boatos e denúncias sobre funcionários fantasmas, apaniguamentos e etc. Num clube moderno não comporta haver alguém sem função recebendo somas e teremos de ter obrigatoriamente uma real visão disto a partir de janeiro de 2012!
Na questão patrimonial, apresentamos nos últimos anos uma perda, irreparável até agora, que foi o Vasco-Barra. Não houve por parte da diretoria uma real vontade de se montar um esquema de patrocinadores que permitissem ficar com aquele local. Pior ainda foi não colocar qualquer opção para a substituição da perda do CT.
As consequências da perda de um campo de treinamento forma intensas e causaram muitos problemas ao Departamento de Futebol, principalmente o amador.
Do ponto de vista da qualidade do gramado de São Januário, o excesso de treinamentos e jogos fez com que houvesse perda da qualidade do campo de jogo, o que sem dúvida prejudica o clube nas competições disputadas.
Na verdade tivemos muito bla-bla-blá e até agora nada de concreto foi feito para se ter um novo CT. O que foi conseguido para divisões amadoras do futebol, na cidade de Maricá, apresenta problemas insuperáveis no quesito cessão do terreno, pois o decreto diz que após quinze anos o terreno volta para a Prefeitura e os investimentos realizados se perdem.
No campo de conseguir um CT para os profissionais só tivemos notícias de muita conversação e pouca ação. Parece até que o Governador e o Prefeito tem vergonha de fazer algo pelo Vasco, como a cessão de algum terreno! Pena que há anos atrás o Laudo Natel, como mandante da cidade e do estado de São Paulo não teve vergonha de fazer o Morumbi com grande ajuda de dinheiro público e que agora o torcedor do Corinthians (ex-presidente) ofertou para seu clube o futuro estádio de Itaquera, sem qualquer vergonha!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
No item de reformas acontecidas no estádio, vimos a excelente realização do novo vestiário, a reforma de setor de cadeiras (dito Premium). Podemos comentar que este setor tem uma visibilidade de canto do estádio, ou seja, não tão boa e que possui cerca de cinquenta cadeiras com visibilidade prejudicada pela pilastra da marquise da social! Alerto que esta perda de visibilidade pode dar problemas ao clube, caso algum mal intencionado o processe no estatuto do torcedor, por má visibilidade do campo!
Estamos vendo um fator positivo que é a mudança do alambrado para painéis de acrílico, como usado largamente na Europa. Sem dúvida uma excelente iniciativa.
Deixamos no ar o questionamento de quando será atacado o problema das pilastras da social perturbando a visão de quem senta no alto deste setor. Já sugerimos em outra coluna solução parecida com a Bombonera, se transformando aquela região do estádio em camarotes verticais, na linha das pilastras, com dois ou três andares, e inclusive com a ida das cabines de rádio e TV para lá. Dentro desta perspectiva se perderiam alguns lugares do estádio, mas com aumento considerável de qualidade das instalações de São Januário!
Muito se fala de reforma do estádio, com aumento de capacidade, e penso que com a possível saída das cabines da arquibancada se facilitaria a construção de um segundo lance naquele local. Outra boa opção seria um tobogã parecido com o do Pacaembú, atrás do gol da piscina, isto tudo sem precisar tocar na igreja! Seria a chance de termos um estádio realmente para 40 mil pessoas nos moldes que a CONMEBOL exige!
Outra sugestão seria fazer alguma coisa no terreno do estacionamento em frente a social! Primeiro se pergunta se o terreno é do Vasco! Se for, por que motivo não fazer em parceria um estacionamento de dois ou três andares, com direito a utilizar a parte de cima para um novo ginásio e outras estruturas para uso social do clube??
Na questão dos esportes iremos falar em outras colunas, uma para os esportes amadores e outra para o futebol em separado!
Um grande abraço para a família vascaína e até mais!

Sobre jolucave

Sou médico ortopedista , casado, carioca e vascaíno
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