O GIGANTE NUNCA MORREU

Caros amigos vascaínos,
É com uma alegria sem fim que eu venho me manifestar sobre o novo amanhã que volta a ser aberto ao Gigante da Colina. Nossa vitória recheada de dramaticidade, emoção e momentos de grande ansiedade, pontuou uma campanha que merecia ser vitoriosa!
Durante o tempo em que o Gigante estava anestesiado, dormindo o sono profundo do desgosto, muitos rivais tentaram apequená-lo, tentaram destruí-lo, porém sempre fracassaram, pois este gigante, mesmo ferido de morte, sempre se recuperou das piores adversidades. Esta é a nossa destinação: “Nunca desistir, nunca morreremos, nunca nos derrotarão na batalha final”.
Vivi para ver os grandes da comunicação serem obrigados a tecer os devidos elogios para o time da Colina Histórica. Certamente, muitos editores tiveram que almoçar a primeira página de seus jornais, ou terem uma indigestão ao assistir na TV suas principais manchetes esportivas!
O resultado popular de tanta perseguição ao nosso time só poderia ser a explosão incontida daquela massa de torcedores que comemoraram no Brasil inteiro e em especial promoveram uma histórica carreata no Rio de Janeiro na chegada dos campeões no aeroporto. Durante oito anos nos pisotearam sem ética e sem qualquer sentido de respeito, e a contundente manifestação da massa vascaína foi a justa resposta, nas ruas, sem discriminações, como é de nossas tradições.
Para aqueles jornais que nem estamparam a notícia no dia seguinte, especialmente O DIA, azar o deles, pois deixaram de vender mais exemplares e que fiquem se corroendo em suas medíocres editorias.
Sem dúvida nenhuma foi uma final como nos velhos tempos, com muita emoção e adrenalina. Foi a final que bateu todos os recordes de Copa do Brasil, inclusive com recordes de gols.
O Vasco tinha uma grande vantagem, para uma final jogada em que em caso de empate havia preferência para quem marcasse mais gols fora de casa. E esta vantagem foi dcisiva para a nossa conquista.
A marcação do primeiro gol da partida foi fundamental, embora não aproveitada de maneira mais efetiva pelo nosso esquadrão.
Naquele gol, na única jogada de toque de bola do nosso time, Diego Sousa, Eder e finalmente o Alecsandro desmontaram a defesa Coxa Branca, realizando uma linda jogada que acabou em gol importantíssimo para o desfecho final da decisão.
Infelizmente, nosso time recuou e acabou cedendo terreno para o perigosíssimo time do Coritiba.
Levamos um gol de bobeira geral, em bola centrada sobre a área e logo depois sofremos mais um gol, desta feita irregular, embora pouca gente tenha percebido a irregularidade.
No segundo gol do Coritiba, quando a bola foi centrada na área vascaína, o jogador Davi segurou o Ramon acintosamente dentro da área para que o Rafinha recebesse livre e o gol saiu após o Rafinha chutar, o Prass rebateu e o Davi acabou por marcar no rebote. Podem rever o VT e cobrar deste escriba se não verem a falta!
Saímos para o intervalo, perdendo o jogo , mas ganhando o campeonato.
Certamente que o time Coxa Branca viria para abafar o Vasco na etapa final, porém o time resistiu bravamente e num contra-ataque, com o Eder em grande velocidade, houve um chute de longe para o gol e o goleiro do Coritiba falha incrivelmente. Era o empate, que poderia nos tranquilizar e selar a sorte da partida.
Entretanto, um mar revolto de emoções esperava pela nau vascaína. Numa jogada de bola dominada o Ramon fez uma completa irresponsabilidade de rebolar na frente da área, perdeu a bola e na sequência saiu o gol do Coritiba, num chute de rebote que pegou o Prass adiantado.
Neste ponto, com a decisão inteiramente aberta, houve o grande teste cardíaco para torcida vascaína, Prass fazendo grandes defesas, a defesa com Dedé e Anderson jogando com o coração na mão e a cruz de malta nos pés, e o resto do time se esforçando como podia.
No final tivemos duas grandes chances de contra-ataques, mas foram desperdiçadas por afobação e perto do final houve ainda uma falha terrível do Prass, porém ele se recuperou a tempo , sofreu carga do atacante e fez uma cerinha importante!
Fim de jogo e a explosão daquela torcida tão sofrida, tão merecedora daquela vitória!
Sem dúvida nenhuma, a demonstração de amor ao clube dada por aqueles quatro mil vascaínos, que lotaram o local da torcida visitante, só poderia ser devidamente recompensada pela vitória na Copa do Brasil.

Depois disto aconteceu a chegada triunfal da equipe campeã no aeroporto Santos Dumont, parando o centro da cidade e indo terminar dentro do nosso eterno caldeirão, numa comemoração de arrepiar até as múmias que sempre nos perseguem!

Neste sábado tivemos outra grande festa para a torcida, com a apresentação do jogador Juninho Pernambucano e a colocação das faixas dos campeões.
Pena que acabamos por empatar o jogo com o Figueirense, porém creio que jogo de festa é sempre perigoso, ocorre desconcentração do grupo e principalmente cansaço psicológico de após vitória em decisão tão disputada.

Neste momento se descortina para o Vasco todo um amanhecer de chances e oportunidades, com esta vitória, pois ela já nos coloca na Taça Libertadores do ano que vem.
Muito tem de ser planejado, muito tem de ser melhorado, e com absoluta certeza dois aspectos devem ser focados.
Em primeiro lugar o reforço do time, pois não se ganha Campeonato Brasileiro com apenas quinze jogadores e bom nível e posteriormente não se sobrevive na Taça Libertadores e nas demais competições do ano que vem ser ter pelo menos dois times de igual força e qualidade.
Em segundo lugar é de máxima prioridade que o time ou faça de vez o CT para o time principal, ou que alugue algum lugar enquanto não constrói o definitivo.
O fato de não termos este CT está influindo diretamente nos resultados do time, quando joga em SJ. O gramado está castigado, em estado lamentável, que nem mesmo a pintura de verde das áreas carecas nas áreas disfarça. Ora se não temos um gramado de boa qualidade, o toque de bola da equipe é severamente prejudicado, principalmente atletas como Felipe e agora o Juninho irão sofrer para dominar a bola sempre viva, permitindo que os marcadores tenham tempo de chegar junto e destruir as jogadas do nosso ataque.
Por outro lado sabemos que a partir das semifinais da Taça Libertadores os estádios têm de ter pelo menos quarenta mil pessoas. Na de 1998 houve jogos até finais, mas naquela época o estádio era permitido para 40 mil pessoas e hoje ele já não é mais. Seria muito chato ter de ir para o alugadão e para seu péssimo gramado, além de ser muito mais contramão do que SJ!
Enfim, são preocupações boas, pois só que as tem são os clubes que disputam as principais competições do continente!
Estão de parabéns todos os nossos torcedores, desde o mais famoso até o desconhecido que vibra ao ler as nossas vitórias nas bancas de jornal de maneira anônima.
Estão muito alegres aquelas crianças vascaínas que ainda não tinham tido o sabor de um campeonato, enfim a alegria voltou a ser a marca registrada da nossa torcida e novamente reencontramos as comemorações de massa nas ruas!
Podemos ver mais do que nunca a força daquele gigante indestrutível que mora no coração de cada vascaíno e que se formou na negação e no combate às práticas segregacionistas dos seus rivais. Por algum tempo tinham cortado os cabelos do Sansão, mas diferentemente da história bíblica não conseguiram cegá-lo e nem feri-lo mortalmente, e agora ele ressurge para liderar os exércitos da massa vascaína, contra tudo e contra todos!
E que o nosso grito de CASACA ecoe por todos os lados do Brasil, sempre de fronte erguida e sem medo!
Somos campeões !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Sobre jolucave

Sou médico ortopedista , casado, carioca e vascaíno
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