Observações de um torcedor

Caros amigos vascaínos,
Em primeiro lugar penso que devemos fazer uma rápida análise do que este final de ano está apresentando para o torcedor vascaíno, principalmente dentro do futebol.
Sei perfeitamente que sem um orçamento realista nada pode ser realizado e nem prometido. Porém acredito que esta diretoria não tem nenhuma idéia do que poderá realmente ser feito em termos de orçamento, pois ignora a totalidade dos processos que podem tirar dinheiro do Vasco e demonstra, após alguns poucos anos, uma política de resolver os problemas do clube na base do próximo problema urgente a ser resolvido, sem nenhuma previsão de como fazê-lo.
Administrar por problemas, sem ter uma linha mestra de ação é muito pouco para quem dizia ter as soluções na época das eleições!
Vimos na movimentação de final de ano vários jogadores irem embora (a grande maioria por deficiência técnica), aliviando a folha de pagamento (que para estes que saíram era estranhamente alta).
Ainda faltam alguns que vieram de empréstimos e de alguns que já estavam em São Januário que estão sendo avaliados.
Na defesa temos o Jadson e o Fernando. Pelo que apresentou o Jadson seria barca certa, porém segundo me foi passado foi contratado a peso de ouro (contrato caríssimo) vindo de cirurgia e parado há algum tempo. Não creio que ele jogue algo, mas deveria ser emprestado para alguém no primeiro semestre, que aliviaria a folha e daria para ver se o cara joga bola. O caso do Fernando é mais complicado. Veterano, metido a líder e a xerife da área. Tem um defeito perigosíssimo, que é a sua lentidão, fazendo com que ele puxe a linha da zaga para trás, sem compactar o meio de campo. Se for para jogar (já que até agora os outros zagueiros pela esquerda foram mal) até é perdoável sua permanência, porém no banco será fator desagregador! Minha opinião é de que deve ser dispensado.
Leo Gago é um atleta que eu gostaria de ver mais pelo Vasco antes de ser dispensado. Não é possível que ele jogue bem no Avaí e no Coritiba e não seja sombra daquilo no Vasco.
Enrico não me agrada, lento, dispersivo, chupa sangue.
Elton é outro jogador de razoável qualidade técnica, porém mascaradíssimo e se for para o banco será mais um para atazanar o ambiente. Não se podem negar suas qualidades de goleador, mas temos de pensar nos problemas extra-campo que vem no pacote! Em minha opinião é tranquilamente melhor do que o Marcel!
Dos contratados até agora ninguém empolgou.
Marcel pode no máximo ser um reserva para compor. Tomara que eu queime a língua. Anderson do Vitória parece ser bom zagueiro, porém não é muito alto e nos jogos que eu via pela TV quem se destacava era o Wallace e este foi para o Corinthians.
Misael jogando pelo Ceará sempre foi muito acima da média dos companheiros, porém Vasco da Gama é outro nível de exigência. Se não tremer com o peso da camisa poderá ser útil nas jogadas pelos lados, pois é muito veloz.
Eduardo Costa não me agrada em nada. Botinudo, sem bom toque de bola, vai ser mais um para dar de cabeça com o Nilton!
Independente das condições de infra-estrutura do clube, até agora não vi ninguém entre os empresários vascaínos de peso que pensasse numa jogada de marketing repatriando algum craque de seleção, financiando tudo com o rendimento auferido pelo marketing, fazendo o Vasco ganhar melhores contratos e porque não, ganhando lucros para sua empresa. E olha que tem empresário peso pesado apoiando esta diretoria, só que apóia até alguém falar no cara ter algum tipo de trabalho ou responsabilidade no e com o Vasco, a partir deste momento simplesmente some por um tempo, se ausenta ou se finge de morto!!!!!!!!!!!!!

Eu gostaria de agradecer a citação desta coluna pelo Áureo, realmente temos concordâncias quanto ao Vasco e divergências sobre o Flunimed.
A grande diferença entre o Vasco e o Flunimed, hoje em dia é que este último tem patrocínio atípico de um torcedor fanático, presidente de uma operadora de saúde, líder em sua área de atuação e que não é questionado sobre o que faz com o dinheiro do marketing de lá! Assim grandes somas são aplicadas no Flunimed a fundo perdido, sem que o clube tenha se organizado até hoje. Se algum dia a operadora de saúde sair, teremos a volta de um endividado Fluminense, tão quebrado como seus outros coirmãos do Rio!
É claro que se tivéssemos um fanático vascaíno dono de algum banco, ele seria muito bem-vindo com seu patrocínio, mas como não temos e os endinheirados vascaínos de hoje estão longe de ser como os de antigamente…….
Quanto ao fato deles não terem caído no ano passado prefiro me calar, principalmente quanto a determinados jogos, que deveriam ter sido duros e acabaram em goleadas!

Vi a coluna do Vitor Roma, no Supervasco e tenho a dizer que concordo com ele quanto a análise do que poderá ser feito do Maracanã no pós obra.
Deixar que mais uma obra pública seja dada de mão beijada à iniciativa privada, sem haver licitação LEGAL, é coonestar mais uma que nem a do Engenhão!

Li também na coluna do Vander, aqui no Sempre Vasco uma preocupação igualmente importante com os esportes ditos amadores, preocupação esta que também tenho, pois foi pelo esporte amador que ingressei como funcionário do clube em 1980.
Quanto a este tema, que sempre gera inúmeras reações provindas do sentimento daqueles que representaram o Vasco, nas diversas modalidades e nos próprios torcedores que presenciaram estas vitórias, existem muitos fatos a serem cuidadosamente dissecados.
Embora tenha sido citado como um dos Presidentes que mais deram apoio e dos mais vitoriosos com os esportes amadores, Calçada não era exatamente um fã destas modalidades, muito pelo contrário, quis por diversas vezes seguir o exemplo do São Paulo, que naquela época praticamente acabou com todos eles. Isto não quer dizer que ele como presidente não esteve à frente de uma diretoria que obteve inúmeras vitórias nestes esportes.
A grande questão dos esportes amadores num clube de futebol será sempre a de um parente pobre pedindo dinheiro para fazer isto ou aquilo na sua casa. A verba será sempre captada pelo futebol e o esporte amador entra como um pedinte, implorando uma verbinha.
Esta situação só poderá ser mudada com a maneira de administrar mudando radicalmente.
Entretanto, numa cidade como a nossa é muito difícil se colocar uma esporte amador dependendo apenas da verba que conseguir, diria praticamente impossível.
Sendo assim, seria obrigatória cláusula nos contratos arranjados pelo futebol, de alguma verba indo para o esporte amador. E mais importante ainda, que esta cláusula fôsse cumprida.
Está claro que o momento atual do Vasco não comporta investimentos de importância nos esportes amadores, mas também é igualmente um absurdo deixá-los totalmente de lado.
Penso que no atual momento, os esportes amadores deveriam ser colocados apenas como ações internas, mantendo escolinhas, mantendo as praças de práticas destes esportes em boas condições, até que o clube pudesse estabelecer algum plano realmente factível para competir nestas modalidades.
Mesmo não sendo um grande fã de remo, devo reconhecer que este esporte foi o início de tudo no Vasco e por enquanto este deveria continuar, porém com melhor organização!
Mandar equipes para campo sem condições de competir, apenas para manter a atividade, e colecionar vexames, eu sou radicalmente contra!
Outra interessante questão abordada pelo Vander é com respeito ao Estádio de Natação, logo atrás da ferradura. Já ouvi muito acerca e, na verdade, muita pouca ação.
Realmente alguns gostariam de demolir a estrutura e fazer um campo de treinos. Será que alguém já mediu a área e viu se isso é possível? E a área em frente ao clube, onde fica o estacionamento é do Vasco? Será que tem tamanho para fazer um campo de treino? Será que lá poderia ser feita uma nova sede para as piscinas?
Sem ter qualquer destas respostas, qualquer discussão sobre o Parque Aquático não passa de mera especulação daqueles que incitaram a idéia e com toda certeza despertaram a reação do Vander, assim como de muitos outros!

O que mais me preocupa neste final de ano continua sendo a falta de transparência nas decisões, tão criticada na administração passada. As coisas são colocadas sempre aos poucos, para ver a reação da galera e aí são desenvolvidas ou abortadas ao sabor das ondas. Vide a questão do Dedé entrar no negócio do Eder, que depois da bronca da torcida foi rapidamente negada!
Chega de balões de ensaio, que se dê um rumo correto para a Nau do Almirante seguir e que se deixe bem claro que rumo é este, pois o quadro social e a torcida merecem esta obrigação.
Saudações vascaínas.

Sobre jolucave

Sou médico ortopedista , casado, carioca e vascaíno
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